sexta-feira, 23 de março de 2012


História do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.


Declaração Universal dos Direitos da Água


Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
 



No Dia Mundial da Água, repense a maneira com que usa esse recurso natural escasso no planeta. Pequenas atitudes no dia-a-dia podem ajudar a diminuir o desperdício. Confira:
1. Fique somente o tempo necessário no banho. Enquanto usa xampu no cabelo, desligue o chuveiro. Além da água, você vai economizar energia.
2. Cuide com os vazamentos da sua casa. Fazer a manutenção de canos e torneiras é importante para evitar o “pinga-pinga”.
3. Reutilize a água descartada pela máquina de lavar roupas, para lavar a calçada, por exemplo. Além disso, sempre ajuste a quantidade de água usada para a quantidade de roupa.
4. Sempre mantenha as torneiras desligadas quando estiverem sem uso. É muito comum deixar a torneira aberta enquanto se escova os dentes ou lava a louça, mas essa ação desperdiça litros de água por mês. Não deixe a água escorrendo sem necessidade!
5. Quando reformar o banheiro e trocar o vaso sanitário, opte pelos modelos com duas opções de descarga, que usam menos água.
6. Recolha a água da chuva com recipientes, como água. Você pode usar para regar as plantas. Mas cuidado para armazenar de maneira segura, para não produzir larvas do mosquito da dengue.
7. Tenha um consumo mais consciente e só compre produtos necessários. Todos os produtos consomem água para serem produzidos. Por isso, pense sempre antes de comprar alguma coisa.
8. Não jogue resíduos, como óleo, pelo encanamento. Outras substâncias dificultam o tratamento de água.
9. Não use mangueira para lavar o carro, já que o desperdício de água pode ser muito grande. Prefira colocar água em um balde.
10. Oriente as crianças a usarem a água com responsabilidade. Banho de mangueira e guerra de balões de água podem até ser brincadeiras gostosas para crianças, mas desperdiçam muita água. 

Dia Mundial da Água: “Não há solução única e mágica"





Dia Mundial da Água: “Não há solução única e mágica"
Para ambientalista, é preciso uma mudança radical no consumo para que todos tenha acesso à água potável


Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo | 22/03/2012 11:37




Foto: Getty Images


Crianças caiapós brincam enquanto atravessam um rio no Amazonas:
acesso à água doce ainda é limitado

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cerca de 800 milhões de pessoas no mundo ainda não tem acesso à água potável. Levando em conta o crescimento populacional e o desenvolvimento econômico este cenário só vai piorar. Para que isto não aconteça, é preciso uma mudança radical, de acordo com Albano Araújo, Coordenador da Estratégia de Água Doce, do Programa de Conservação da Mata Atlântica, da ONG The Nature Conservancy.

Ele afirma, neste dia mundial da água, que é hora de pensar de forma mais efetiva nas soluções possíveis para a distribuição equitativa de água no mundo, mesmo que se tenha em mente que não existe uma solução mágica para todo o mundo ou mesmo para um país das dimensões do Brasil. “Há um conjunto de soluções que pode ser combinado para resolver problemas específicos de cada local”, disse.

Veja abaixo a entrevista concedida ao iG:

iG: Qual é o maior problema referente a distribuição de água no mundo?

Albano Araújo: Há dois problemas básicos a serem enfrentados: a escassez física e a escassez econômica de água. Em algumas regiões do mundo, devido às condições climáticas, simplesmente não há água suficiente. Em outras regiões a falta de infraestrutura e de investimentos faz com que as populações, especialmente as mais pobres, não tenham acesso à água limpa na quantidade adequada. Um grande desafio então em nível global é garantirmos o acesso equitativo à água, independente do nível de renda e, onde há escassez física, trabalharmos para encontrar soluções tecnológicas que aumentem a disponibilidade de água.

iG: E no Brasil, qual é o principal problema em relação à água?

Albano Araújo: No Brasil ainda enfrentamos a consequência de décadas de baixo investimento. A disponibilidade de saneamento básico é totalmente incompatível com o atual nível da atividade econômica no país. Os melhores números estão na região Sudeste, onde cerca de 95% da população tem acesso a água tratada e 70% do esgoto é coletado, mas no extremo a região norte a coleta de esgoto é inferior a 5% e menos de 70% da população recebe água tratada. O Brasil precisa investir pesadamente em tratamento de água e esgotos para revertermos estes números e deixarmos de ter ‘rios mortos’ correndo pelas cidades, verdadeiros esgotos a céu aberto, que contribuem para a disseminação de doenças.

iG: Um estudo recente afirma que a agricultura usa 92% da água doce do mundo. O que é preciso fazer para reverter esta situação?

Albano Araújo: O estudo diz que a agricultura contribui com 92% da pegada hídrica global da humanidade, mas também ressalta que cerca de 75% desta contribuição vem da Pegada Hídrica Verde, que corresponde à água da chuva que fica disponível nos solos para as culturas. Esta é a água que será absorvida e evapotranspirada pelas plantas. De um ponto de vista de sustentabilidade, poderíamos dizer genericamente ‘quanto mais verde melhor’ em relação à Pegada Hídrica de uma cultura, ou seja, quanto maior for a proporção do uso de água ‘verde’ (da chuva), mais água ‘azul’ ficará disponível, ou seja a água dos rios, lagos e aquíferos. Como a água ‘verde’ só pode ser usada na agricultura e a água azul tem múltiplos usos, o desafio na agricultura é aumentarmos a produtividade reduzindo o uso da água azul, o que pode ser feito principalmente otimizando os sistemas de irrigação.

Foto: Divulgação/The Nature Conservancy

Albano Araújo: é preciso investir em tratamento de água

iG: Ainda de acordo com este estudo, o Brasil é o quarto maior consumidor de água no mundo. Que bons e exemplos poderiam ser adotados para que o País consumisse menos água?

Albano Araújo: A Pegada Hídrica Verde do Brasil é grande devido à sua relevante produção agropecuária, mas novamente, este é um uso adequado da água verde, mas lembrando que podemos aplicar técnicas que aumentam a produtividade das culturas que não demandam irrigação. Com certeza, a nossa deficiência de saneamento é outro fator que aumenta consideravelmente a componente cinza da Pegada Hídrica do Brasil, já que poluímos grandes volumes de água dos rios lançando neles esgotos não tratados. Como a Pegada Hídrica cinza calcula o volume necessário para diluir esta poluição, tem-se um efeito multiplicador muito forte.

Uma boa prática extremamente viável no Brasil seria a captação de água de chuva para uso doméstico e industrial. O exemplo das cisternas no agreste nordestino mostra que mesmos com níveis de precipitação muito baixos (entre 600mm e 800mm por ano), já é possível armazenar água suficiente para os usos básicos de uma família. No restante do país onde chove muito (geralmente mais de 1.500mm por ano), a captação de água de chuva pode chegar a suprir até 40% da demanda doméstica. Como nosso sistema de distribuição de água tem muitas perdas (em média no Brasil metade da água tratada se perde nos encanamentos antes de chegar nas casas), captar água da chuva diretamente nas casas poderia ajudar bastante a reduzir a demanda de água dos mananciais que abastecem as cidades.

iG: Críticos afirmam que o Fórum Mundial da Água, na França, apenas reforçou a parceria público-privada para o acesso a água? O senhor concorda com isto? Seria mesmo um retrocesso?

Albano Araújo: Em linhas gerais, a ideia do Fórum foi buscar soluções viáveis para garantir o acesso equitativo e o uso eficiente e sustentável da água. Os problemas já são bem conhecidos e considerou-se que era hora de pensar de forma mais efetiva nas soluções possíveis. Um fato consensual é que não há uma solução única e mágica que possamos aplicar em todo o mundo ou mesmo em um país do tamanho do Brasil, mas há um conjunto de soluções que pode ser combinado para resolver problemas específicos de cada local. Desta forma, as parcerias público-privadas, bem como a valoração econômica da água, os programas de pagamentos por serviços ambientais, a criação de fundos para conservação da água, etc. são propostas de abordagens e soluções viáveis para alguns locais, mas não para todos.

iG: É possível assegurar a equidade no acesso de água em todo o mundo neste cenário que parece cada vez mais se agravar?

Albano Araújo: Não com o modelo atual de desenvolvimento. Qualquer projeção feita em uma calculadora com as quatro operações básicas mostra que se a população atual do planeta (sem contar o aumento previsto para os próximos 50 anos) assumisse o padrão de consumo dos países desenvolvidos, precisaríamos de mais 4 ou 5 planetas para dar conta do recado. Em algum momento será necessário fazer uma grande mudança nos padrões de comportamento e na relação com a natureza, evoluindo de uma visão consumista para uma mais sustentável. Por enquanto é uma opção, mas talvez antes do que pensamos isto será mandatório.

iG: Com base na realidade de hoje, que cenário teremos para os próximos anos?

Albano Araújo: As projeções são sombrias, mas são muito palpáveis as possibilidades de alterarmos o nosso futuro realizando agora as ações que nos permitirão viver em harmonia com o meio ambiente ao mesmo tempo em que podemos usufruir de uma qualidade de vida cada vez melhor. Certamente teremos de abrir mão de alguns itens dos nossos sonhos de consumo, mas poderemos substituí-los por outros equivalentes que nos tragam benefícios semelhantes, mas sem destruir a natureza e colocar em risco o futuro das próximas gerações.


















Hoje é o Dia Mundial da Água



22/03/2012
 às 17:33 \ Tema Livre

Hoje é o Dia Mundial da Água. Vejam alguns dados a respeito desse bem precioso — e se preocupem


A água será um bem cada vez mais escasso, avisa a ONU (Foto: VEJA)
Hoje se comemora o Dia Mundial da Água, e a ONU pretende que, na data e no futuro, se  
enfatize a racionalização na produção de alimentos como forma de preservar um bem que, no futuro, será cada vez mais escasso.
Cálculos de especialistas da organização mundial estimam que 70% da água consumida no mundo se destinam à produção de alimentos, cabendo 22% à indústria e apenas 8% ao consumo humano. Mesmo com os habitantes do planeta gastando menos de 10% de seus recursos hídricos, 900 milhões dos 7 bilhões de terráqueos não têm atualmente acesso ao mínimo diário para sua subsistência — que varia, conforme a região e o clima, entre 20 e 50 litros.
A coisa vai piorar no futuro: dois terços da população mundial terão acesso limitado à água em 2025 se não houver uma mudança generalizada de hábitos e, sobretudo, não se racionalizar a produção de alimentos. Para se ter uma ideia do que se gasta no setor, são necessários 7 mil litros de água para produzir um quilo de carne e para colocar no prato um alimento de vasto consumo, como arroz, gasta-se entre mil e 3 mil litros por cada quilo.
Até quando?

Coluna do

Ricardo Setti

quarta-feira, 21 de março de 2012


Governo lançará três programas para tratamento de lixo

O primeiro eixo terá ações conjuntas entre estados, municípios e o governo federal e visa a eliminar os lixões de todas as cidades até agosto de 2014

Yara Aquino, da   

Brasília - O governo vai lançar nas próximas semanas um programa para tratamento de resíduos sólidos baseado em três eixos: Brasil sem Lixão, Recicla Brasil e Pró-Catador. A informação foi repassada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e as ações do programa estão estruturadas no sentido de cumprir as determinações do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado em 2010.
O primeiro eixo terá ações conjuntas entre estados, municípios e o governo federal e visa a eliminar os lixões de todas as cidades até agosto de 2014. O segundo irá estimular a reciclagem, e o Pró-Catador atuará para estruturar as cooperativas e tornar os catadores um elo importante para o alcance das metas do plano nacional.
O programa está na fase final de elaboração e, de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os próximos passos são formatar os aspectos jurídicos e discutir o texto com a presidenta Dilma Rousseff.
Ao falar sobre um dos maiores desafios do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que é a eliminação dos lixões até 2014, a ministra lembrou que, a partir do plano, essa passou a ser uma responsabilidade compartilhada entre os entes federados.
“Esse esforço não é só do governo federal, é de competência também dos estados e municípios e dá a todos a responsabilidade de lidar com a questão do fim dos lixões, de incrementar a reciclagem, a logística reversa, de discutir as regiões do país que não têm aterros sanitários”, disse hoje (21) após participar da abertura do encontro Diálogos Sociais Rumo à Rio+20. A ministra observou também que muitas cidades ainda não têm a infraestrutura para implementar o patamar necessário de reciclagem no país.
Conforme o texto do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, após o dia 2 de agosto de 2014, o Brasil não poderá ter mais lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Os aterros vão receber apenas rejeitos, ou seja, aquilo que não é possível reciclar ou reutilizar. Os aterros são estruturas que contam com preparo no solo para evitar a contaminação de lençol freático, captam o chorume que resulta da degradação do lixo e contam com a queima do metano para gerar energia.

Educação à distância transforma a vida de milhares de pessoas no Brasil




Até faculdades de medicina adotam essa modalidade. Veja as vantagens e os desafios que a tecnologia oferece na reportagem de Neide Duarte.

Corrupção se combate com cadeia, fiscalizando e denunciando. E muito importante: com educação também. O Brasil registra um fenômeno que merece aplausos e comemoração: o sucesso do ensino à distância. Esse tipo de ensino está mudando a vida de milhões de brasileiros, principalmente de quem não tem horário para estudar ou que mora em lugares distantes.
No ano passado, foram credenciados 208 cursos à distância no país. Até as faculdades de medicina têm adotado essa modalidade. Mas é preciso ter disciplina para acompanhar as aulas.
O técnico em agropecuária Cássio Bueno acaba de passar no vestibular. Ele mora em São Paulo, mas vai fazer faculdade de gestão em agronegócios, em Maringá, no estado do Paraná. “Posso falar que em um raio de 350 quilômetros longe da capital, eu consigo em qualquer pastagem ou no meio de uma plantação em determinado horário destinar esse período para estudo”, conta Cássio.
Todos os dias Ricardo Holtz, que é presidente da Associação Brasileira de Estudantes de Educação à Distância (Abed), estudava pela internet, em casa ou no trabalho. Uma vez por semana tinha uma aula presencial em São Paulo.
“A gente tinha um telão na sala de aula ao vivo com o professor, inclusive com a possibilidade de interagir com esse professor em Curitiba. A gente enviava algumas perguntas por meio de um 0800, as perguntas eram pré-selecionadas e ele respondia ao vivo tirando as nossas duvidas“, lembra Ricardo.
A secretária Sônia Luiza Martins faz o curso de gestão pública pela Faculdade de Tecnologia de Curitiba no escritório onde trabalha, depois do expediente ou em algum momento de folga. Ela sabe que estudar à distância não é para qualquer tipo de aluno.
“Minha formação vai depender 100% de mim. Se eu não for disciplinada e organizada, eu não vou me sair bem nas provas e automaticamente não vou ser um bom profissional. Então, procuro ser bem disciplinada e organizada”, afirma Sônia.
Pelo menos um milhão de alunos estão matriculados em cursos autorizados pelo Ministério da Educação, e mais de um 1,5 milhão estão em cursos livres.
“Se eu sinto falta de um determinado conteúdo, eu vou à biblioteca estudar e aprofundar aquele assunto da aula. A gente acaba sendo autodidata. Essa questão de você perder ou ganhar conteúdo isso depende de cada aluno”, disse um estudante em Fortaleza.
“Ninguém vai poder manter sua posição no mercado de trabalho sem fazer um curso de atualização pelo menos uma vez por ano. E sair do trabalho para ficar duas semanas assistindo a um curso ninguém pode fazer. A empresa não vai soltar a pessoa para isso. Então, educação à distancia é a solução para isso”, argumenta Fredric Litto, professor titular de Comunicação da USP e presidente da Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed).
E a qualidade? Cursar uma faculdade à distância não pode ser pior do que frequentar um curso presencial? Quem responde é o cirurgião e professor livre docente de cirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), João Luiz Azevedo. Ele mostra uma aula para os terceiranistas de medicina. A aula é obrigatória e deve ser feita pelo computador. O aluno, com o mouse, procura o lugar certo para penetrar com uma agulha no abdômen do paciente.
“Tudo isso é registrado: o número de erros, quantas vezes ele acessou, o tempo de cada acesso. Tudo isso é registrado e faz com que a gente possa elaborar uma avaliação do interesse e da proficiência daquele aluno”, explica o professor. “Você pode ensinar aos alunos como fazer uma punção em casa. Ele aprende os princípios básicos, intelectuais e teóricos do procedimento. Na execução, ele se dará tão bem quanto aqueles que foram ensinados presencialmente a esse aprendizado teórico de um procedimento prático que ele fará”.
Apesar de os cursos universitários à distância terem sido aprovados pelo MEC em 2002, só agora, em outubro de 2010, a Universidade de São Paulo (USP) abriu o seu primeiro programa de formação à distância: licenciatura em Ciências. “A ideia básica é contribuir para aumentar o número de professores bem formados pelas universidades estaduais”, diz a pró-reitora de graduação da USP, Telma Tenório.
“Sem dúvida alguma, a educação à distância mudou minha vida, e tenho certeza que pode mudar a vida de muitos outros brasileiros como eu, que por um motivo ou por outro não conseguiram ingressar no Ensino Superior ou por falta de tempo ou por falta de recursos financeiros”, conta Ricardo Holz.
“Para atender os milhões, de 6 milhões a 30 milhões de estudantes, educação à distância gratuita. Um país de 200 milhões de pessoas, é meio vergonhoso que só tenha seis milhões matriculados no Ensino Superior”, aponta Fredric Litto, presidente da Abed.
O último levantamento do setor, feito em 2009, mostrou que no Brasil já existiam quase 2,8 mil cursos de ensino à distância, entre profissionalizantes, de graduação, pós-graduação e extensão.
De acordo com o Ministério da Educação, a região com o maior número de escolas públicas que solicitaram o registro de cursos à distância foi o Nordeste. Foram 31 no ano passado.

Bom Dia Brasil- Edição do dia 11/02/2011

Vem, me dê a mão- Solidariedade


Vem, me dê a mão

A solidariedade precisa ser trabalhada com as crianças todo dia, em casa e também na escola. Só assim elas aprenderão o quanto é importante ajudar o próximo



Ana Lúcia Neiva e Ana Carolina Carvalho
Máxima - 02/2012
A gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz", já dizia sabiamente o escritor Machado de Assis no conto Almas Agradecidas, na Série Bom Livro (Ed. Ática). Estudos mostram que após a pessoa promover uma atitude solidária, o cérebro libera a substância endorfina, provocando sensação de felicidade. Há 11 anos, os 490 alunos do colégio particular Batista Eleutério Rocha, da cidade de Pedreiras (MA), compartilham desse sentimento. Imbuídos de um grande espírito solidário, eles "adotam" uma escola pública municipal para distribuir brinquedos e lanches e fazer apresentações culturais. Em Boa Vista (RR), outro exemplo: no Centro Educacional Objetivo Macunaíma os 590 estudantes se reúnem para entregar doações a instituições carentes. 

Na cidade gaúcha de Nova Prata, os 1200 alunos do Instituto Estadual de Educação Tiradentes arrecadaram alimentos, roupas, livros... para distribuir aos necessitados num projeto chamado Gincana Solidária. De norte a sul do país são inúmeros os projetos criados por professores visando ao bem estar do próximo. "Pesquisas recentes revelam a importância de valores como a solidariedade serem trabalhados nas escolas e o quanto é essencial para as crianças praticá los desde pequeninas", diz Luciene Tognetta, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

EXERCÍCIO DIÁRIO 
Segundo a educadora, o conceito de solidariedade nas escolas é construído por meio do convívio social, dia após dia, pois é no cotidiano que as crianças desenvolvem as virtudes. "Por exemplo, quando há conflito entre dois alunos, o professor deve promover o diálogo entre eles: ao se expressarem e dizerem o que os incomoda eles aprendem a olhar o outro com generosidade", explica Luciene. 

Mas a família também tem papel fundamental na construção desse caráter. "É preciso que a criança sinta a união de pais e irmãos e os vejam praticando a solidariedade entre eles mesmos", comenta o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman (SP). Fisiologicamente, fazer o bem é muito saudável: estudo realizado pela Universidade de Harvard (EUA), com cerca de 2700 pessoas, apontou que ser solidário e praticar algum trabalho voluntário é benéfico ao coração e ao sistema imunológico, além de aumentar a expectativa de vida. 

4 PASSOS QUE ESTIMULAM A SOLIDARIEDADE Para que o seu filho se torne um cidadão do bem — daqueles que auxiliam alguém a atravessar a rua, doam, emprestam...—, ele precisa ser motivado desde a infância. Veja como incentivá lo: 

1- Ensine a compartilhar As crianças estão discutindo por um brinquedo? Simplesmente tire o delas e diga que você só o devolverá quando elas entenderem que devem brincar juntas ou aprender a emprestar. "Para não ter dor de cabeça, muitos pais preferem resolver o problema comprando um brinquedo igual para cada filho, reforçando o individualismo e gerando o egoísmo. O distanciamento das pessoas faz com que elas nunca enxerguem as necessidades do outro", diz o psiquiatra Içami Tiba (SP). 

2 - Encoraje as iniciativas solidárias 
Caso a escola esteja promovendo alguma ação solidária, estimule seu filho a participar. Melhor: pai e mãe devem se informar sobre o projeto e verificar como podem colaborar efetivamente. "Contribuir apenas com dinheiro é algo muito cômodo, preguiçoso. É importante que os pais expliquem para as crianças o significado de vestir a camisa, se engajar", avisa Fátima Balthazar, arte educadora e assessora pedagógica especialista em valores humanos (SP). Acima de tudo, mostre que devemos fazer o bem incondicionalmente, sem esperar nada em troca. 

3 - Não trabalhe pela criança A sua não colaboração pode acontecer numa situação simples, como não ajudálo a arrumar a bagunça dos brinquedos. É importante que o pequeno entenda que cooperar com a mãe e o pai para manter a casa em ordem é ser solidário. Ensine que cada um deve dar o melhor de si para o outro e que quando a gente se ajuda todo mundo sai ganhando. 

4 - Evite comparações 
Se você tem um filho solidário e o outro não, respeite o jeito de agir de cada um e trabalhe para mudar o cenário. Observe com atenção o cotidiano da criança menos solidária e, ao perceber qualquer atitude generosa dela, elogie e a faça entender que aquilo é solidariedade. Mostre o quanto a outra parte ficou feliz e o bem estar que ela própria acabou sentindo. Incentive a a agir mais assim. 

MUITO TRABALHO A FAZER Apesar de muitos brasileiros serem solidários e não medirem esforços para ajudar o próximo, ainda estamos caminhando muito devagar nesse sentido. Uma pesquisa recente realizada pela Charities Aid Foundation (instituição de caridade do Reino Unido) e o Instituto Gallup, em 153 países do mundo, avaliou que o Brasil ocupa a 76ª posição no ranking mundial de caridade. Somos menos solidários que a média da população mundial! Os países mais altruístas são Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Irlanda e Suíça. Está aí um bom motivo para desenvolvermos a solidariedade desde a infância. 

ENTRE NESTE JOGO! 
No livro A Formação da Personalidade Ética: Estratégias de Trabalho com Afetividade na Escola, a educadora Luciene Tognetta ensina jogos que desenvolvem as virtudes na criança. Que tal sugerir a diversão abaixo na escola de seu filho — ou aproveitá-la para brincar em casa? 

• Como montar: escreva as virtudes em tiras de papéis (solidariedade, respeito, tolerância, polidez, gratidão...) e coloque cada uma num envelope. 

• Regra do jogo: as crianças sentam se em círculo e os envelopes são espalhados no meio da roda. Uma delas escolhe um e lê a virtude sorteada. Você ou o professor organizam a discussão sobre a virtude perguntando, em primeiro lugar, se todos compreendem seu significado. Depois discutem, dão exemplos de como ela pode fazer parte do cotidiano e questionam se já a exercitaram naquele dia. 


terça-feira, 20 de março de 2012

Sem sistema estruturado, grupo de 4 mil pessoas sustenta a reciclagem no Rio



Meta de secretaria é fechar todos os vazadouros de lixo a céu aberto até julho deste ano
 
Catadores de material reciclável chegam de caminhão ao aterro de Jardim Gramacho: informalidade movimentava R$ 24 milhões por ano, até 2011, diz a Comlurb
Foto: Pedro Kirilos / O GloboRIO - O catador é hoje o principal agente do precário sistema de reciclagem no Rio. Se, no Brasil, o peso dessa mão de obra informal é imenso na cadeia do reaproveitamento dos resíduos, em países europeus este ator passou a ter um papel secundário. Em países como Alemanha e Portugal, a coleta do material reciclável é feita ou por funcionários dos municípios ou por empresas financiadas pelas indústrias. Ou seja, os catadores, tema do terceiro dia da série "Desleixo insustentável", transformaram-se em empregados de usinas recicladoras ou empresários.


Um dos últimos países europeus a implementar um sistema de coleta seletiva eficiente, Portugal viu, nos últimos 20 anos, a figura do catador minguar das ruas. Dulce Pássaro, ex-ministra portuguesa do Ambiente, detalha o rito de passagem do catador:
— Nos anos 90, havia nas grandes cidades famílias coletando material nas lixeiras urbanas. Após a legislação da Comunidade Europeia, em 1994, estas pessoas foram requalificadas e passaram a trabalhar nas empresas do setor. Foi uma transição demorada, mas fundamental para a implementação de uma indústria de reciclagem ambientalmente adequada.
No Rio, a transição começou há menos de um ano, com a decisão de encerrar todos os lixões. A meta da Secretaria estadual do Ambiente é fechar todos os vazadouros de lixo a céu aberto até julho deste ano. A inclusão de quatro mil catadores da Região Metropolitana num modelo eficiente é o desafio que se impõe às empresas e ao poder público. Hoje, segundo a Comlurb, da parcela de 3% de reciclagem diária do lixo carioca, catadores — cooperativados ou não — respondem pela maior parte (2,73%).

Dados do Eurostat mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal chegou a 60% na Europa
Foto: Paco Colomer 
Fim de lixões faz surgir um drama
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/2010) — que visa a mudar esse quadro — determina "a integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos". Na avaliação do promotor Sávio Bittencourt, presidente da Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), esta inclusão deve priorizar, antes de tudo, a eficiência ambiental:
— Catador não precisa morrer catador. Pode virar empresário num novo sistema, como na Europa. Usar cooperativa de catadores como unidade de gestão preferencial para reciclagem me preocupa quanto à eficácia. Resolver, ao mesmo tempo, um problema ambiental e outro social nem sempre dá certo.
No Rio, porém, as questões sociais estão longe de serem solucionadas. A força da lei 12.305 gera um colapso no lado mais frágil da reciclagem. O bairro Fazenda dos Mineiros, em São Gonçalo, vive momentos de tensão social. Pelo menos 300 famílias, que há décadas obtinham seu sustento no lixão de Itaoca, estão sem renda com o fim do vazadouro, após a inauguração do aterro sanitário do Anaia Pequeno.
Em Jardim Gramacho, Duque de Caxias, o sentimento de apreensão é o mesmo entre 1.200 catadores — ali a separação manual do lixo movimentou, até o ano passado R$ 24 milhões anuais, segundo a Comlurb.
A lei está sendo ignorada pelas prefeituras, diz o Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis.
— Em São Gonçalo ocorre o mesmo que em Magé: lá, em 2009, o lixão fechou, e os catadores ficaram sem alternativa — protesta Custódio da Silva, um dos líderes do movimento.
O próprio coordenador do programa Recicla Rio, da Secretaria estadual do Ambiente, Jorge Pinheiro, admite que "o catador está arriscado de ser alijado do processo":
— O desafio é fazer com que eles consigam participar do novo sistema de gestão. No caso de Gramacho, há perspectiva de solução, com um fundo de amparo ao catador.
Enquanto os recursos não vêm, sobram histórias de um segmento sem chão. Moradora da Favela Beira-Mar, em Caxias, Angélica Sabino, de 42 anos, é catadora de Gramacho há 20 anos e diz não saber o que fazer com o fim do lixão, programado para julho.
— Entrei aqui para bancar o tratamento da minha filha, que tinha sopro no coração. Como quem depende do SUS morre na fila, decidi pagar um plano de saúde. Aqui no lixão comecei a ganhar mais do que como auxiliar de serviços gerais e faxineira — diz.
Na Fazenda dos Mineiros, bairro dominado pelo tráfico, casebres com tábuas colhidas no lixo abrigaram, durante 40 anos, a força motriz da reciclagem local. A engrenagem parou em fevereiro, quando o lixão foi fechado.
— É duro ser tratado como lixo depois de anos catando matéria-prima — diz Jandira Albino, de 57 anos. — No lixão, achávamos frango congelado, uma carninha para a família...
Muitos ex-catadores de Itaoca reclamam que foram excluídos do cadastro da Haztec (empresa que administra o novo aterro) e que não conseguem sacar a ajuda de custo mensal de R$ 200. A Haztec informou, no entanto, que foram beneficiados 248 ex-trabalhadores que apresentaram CPF e identidade. Os catadores dizem ainda que a prefeitura de São Gonçalo não está dando a verba complementar de R$ 100. O município afirma que não prometeu verba, mas sim cestas básicas.
Longe dos antigos vazadouros, os catadores, que diariamente recolhem o lixo reciclável no Centro, mostram outros lados das agruras da profissão. O único "veículo de tração animal" que cruza diariamente as avenidas Presidente Vargas e Rio Branco é o burro sem rabo. Homens e mulheres ganham cerca de R$ 35 por noite revirando os restos da área central da cidade. Correm contra o tempo, entre o fim do horário comercial e a coleta da Comlurb, em busca de garrafas PET, papelão, papel branco, latinhas, ferro e cobre.
— É massacrante —- define Beto Nascimento, que há seis anos recolhe em torno de 180 quilos de papelão a cada noite de trabalho.
 
 
O Globo - RIO -  20/03/12 

domingo, 18 de março de 2012


  • Eco Eletricidade – Com muito Humor

Eco Eletricidade -  Com muito Humor
Acho que a vida pode ser mais bem humorada, esse vídeo viral foi feito pela empresa Ecotricity, que tem como carro de frente a eletricidade verde. Ecotricity é uma empresa de energia com uma diferença, ela se dedica a mudar a forma de geração de energia no Reino Unido, pedindo maior investimento em formas limpas de energia como a eólica, gás , ondas, solar e verde.


A Ecotricity quem mudar de um passado de combustível fóssil para um futuro de energia renovável.
Campanha “Dump The Big Six”.
A Empresa diz: “as pessoas estão cansadas com o preço antiético, tarifas complexas, atendimento ao cliente horrível e terrível a falta de investimento em novas fontes de energia verde. Tornou-se quase insuportável, a auto-evidente.”


Ler mais: http://www.vidasustentavel.net/energia-alternativa/eco-eletricidade-com-muito-humor/

 

Apresentação

São Paulo, 30 de março de 2012
Termos de referência
O SciELO Livros visa a publicação online na Web de coleções de livros 
acadêmicos com o objetivo de maximizar a visibilidade, acessibilidade, uso 
e impacto das pesquisas, ensaios e estudos que publicam. Os livros publicados 
pelo SciELO são selecionados segundo controles de qualidade aplicados por
 um comitê científico e os textos digitais são formatados segundo padrões
 internacionais que permitem o controle de acesso e de citações e são legíveis 
nos leitores de ebookstabletssmartphones e telas de computador. Além do 
Portal SciELO Livros as obras serão acessíveis por meio dos buscadores da
 Web e serão publicados também por portais e serviços internacionais.
O SciELO Livros é parte integral do Programa SciELO da FAPESP e o seu 
desenvolvimento é liderado e financiado por um consórcio formado pelas 
editoras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), 
Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). 
A plataforma metodológica e tecnológica do Projeto SciELO Livros foi 
desenvolvida com a cooperação técnica da BIREME/OPAS/OMS e sua execução 
é apoiada pela Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo.
Público Alvo
Autores, pesquisadores, editores e gestores de editoras universitárias,
 profissionais do mercado livreiro, estudantes, bibliotecários, profissionais de
 informação e interessados em livros eletrônicos.
Inscrições
A participação no evento  é livre de custo, porém as vagas são limitadas. 
Para inscrições,registre-se no site.
Horário
Das 9:00h às 13:30h
Local
Auditório do Instituto de Artes – UNESP – “Teatro de Música Profa. Dra. Maria
 de Lourdes Sekeff”
Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda – SP


Hotéis próximos à região
§             HOTEL Ibis São Paulo Expo Barra Funda
Rua Eduardo Viana, 163 – Barra Funda – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3393-7300/Fax: (11) 3393-7374

§             Holiday Inn Express Avenida Sumaré – IAHG
Rua Doutor Homem de Melo, 1206 – Perdizes
São Paulo, São Paulo. 05007-002

Reservas:             0800 77 01 577      
Hotel:             (55-11) 3674-7777        Hotel Fax: (55-11) 3674-7779

§             Plaza Inn American Loft São Paulo
Rua Turiassú, 1863, Perdizes
Central de Reservas Plaza Inn Hotéis
reservas01@plazainn.com.br
Tel: (11) 2125-1985/0800-15 4700
Fax: (11) 3664-4504