Mostrando postagens com marcador lixões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lixões. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de abril de 2012

JAPONÊS CRIA MÁQUINA QUE TRANSFORMA LIXO PLÁSTICO EM ÓLEO COMBUSTÍVEL

Man Invents Machine To Convert Plastic Into Oil-Assista clicando aqui




Este japonês criou usa solução maravilhosamente simples: Uma máquina que pode ser transportada e que transforma plástico em óleo combustível!
Isto mesmo: um lixo extremamente poluente se torna um produto de grande utilidade para fornecer energia para movimentar carros, ônibus, motos, motores de bomba d’água...etc.
TUDO ISTO COM LIXO!!!!
É isto mesmo, com um material que estaria contaminando nossos  lixões e aterros, praias, rios, encostas de morros e outros lugares mais.
O plástico pode levar até 450 anos para se decompor, segundo o site da UNICEF!!!!
Ele usa tecnologia japonesa e parte do princípio que se o plástico vem do óleo, ele pode se tornar óleo novamente. Este processo também  permite fazer gasolina, e querosene.
Com 1 Kg de  plástico se obtém cerca de UM litro de óleo!
Este mesmo 1 Kg de plástico se for queimado irá produzir  3 Kg de CO2 na atmosfera, e aumentar o efeito estufa!
Usando apenas eletricidade e calor o plástico volta a ser óleo e se evita o lançamento de 80% das emissões de CO2 na atmosfera!
Pode-se evitar o acúmulo de lixo tão prejudicial ao ambiente e a saúde humana.
Brilhante trabalho.
Vale a pena assistir ao vídeo.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rio de Janeiro só reaproveita 3% de seu lixo!


Rio de Janeiro sofre com os problemas do lixo

 Por: Clovis Akira
Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, belas praias e paisagens, um verdadeiro cartão postal do Brasil, mas por trás de tanta beleza, a cidade vive um grande problema: – como lidar com a quantidade de lixo espalhada pela cidade?
Conheci o Rio há alguns anos atrás e me assustei com a quantidade de lixo nas ruas. Perguntei ao porteiro do hotel se a companhia de lixo estava em greve, e ele me disse: – que nada, isso aqui é normal, os caminhões nem sempre passam nos dias determinados e o lixo vai se acumulando. Passados alguns anos, vejo que a situação continua a mesma.

Rio só reaproveita 3% das 8,4 mil toneladas de lixo geradas por dia

Cidade que vai sediar a Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, em junho, recicla apenas 3% de seu lixo (252 toneladas das 8.403 geradas diariamente). A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) tem participação mínima nesse percentual já diminuto: só separa 22,68 toneladas, ou 0,27%. Os outros 2,73% ficam a cargo de catadores autônomos ou de cooperativas.
Com isso, o Rio — que há 20 anos foi anfitrião do maior encontro sobre meio ambiente da História — joga fora uma oportunidade de se equiparar a metrópoles como Berlim e Tóquio famosas por não desperdiçarem seus recursos naturais. Ilustrando com números ascapitais europeias recuperam, em média, 40% de seus resíduos.

Por que os cariocas ainda não têm seu lixo reciclado
Um dos principais motivos é a falta de investimento. Dos 160 bairros da cidade, apenas 41 são atendidos semanalmente, outro dado importante é que não existe coleta seletiva em favelas, deixando cerca de um milhão de pessoas sem o serviço. Há déficit de caminhões e de pessoal, e a topografia irregular das regiões das comunidades mais carentes, impede o acesso dos caminhões, impossibilitando a coleta de lixo.
O poder público tem se esforçado para solucionar esses problemas, mas ainda é insuficiente. No ano passado foi assinado um acordo entre o município e o BNDES, que prevê a construção de seis galpões de triagem de materiais recicláveis, a prefeitura promete também aumentar o número de caminhões em circulação para assim aumentar a área de bairros atendidos. Apesar dos investimentos, a ampliação da coleta seletiva elevará o percentual em 2% passando para 5%, número baixíssimo para uma cidade como o Rio de Janeiro.

Investimentos e Educação

A efeito de comparação o Japão que é um exemplo mundial na reciclagem de lixo reciclou em 2012 77% de seus materiais plásticos, 88% das latas 72% das garrafas pets. Não é mágica, o país passou por um processo de conscientização e grandes campanhas de divulgação, com cartilhas sendo distribuídas à população explicando detalhadamente como separar o lixo corretamente, inclusive sendo impresso em diversos idiomas, pensando no grande número de estrangeiros que vivem no país.
Infelizmente aqui no Brasil, ainda estamos engatinhando na questão de reciclagem, e enquanto não houver grandes investimentos no setor, com subsídios do governo, o sistema dificilmente irá progredir, pois atualmente certos materiais tem um custo mais alto para reciclar do que adquirir matéria prima virgem. Hoje quem ganha um pouco de dinheiro com reciclagem é só o catador de rua, que retira seu sustento enfrentando as piores condições de trabalho, sujeito a acidentes, cortes por cacos de vidro e contaminação, ficando muito longe das condições mínimas de trabalho digno.
Fotos: Comgere / G1 / adnuntiatum

quarta-feira, 21 de março de 2012


Governo lançará três programas para tratamento de lixo

O primeiro eixo terá ações conjuntas entre estados, municípios e o governo federal e visa a eliminar os lixões de todas as cidades até agosto de 2014

Yara Aquino, da   

Brasília - O governo vai lançar nas próximas semanas um programa para tratamento de resíduos sólidos baseado em três eixos: Brasil sem Lixão, Recicla Brasil e Pró-Catador. A informação foi repassada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e as ações do programa estão estruturadas no sentido de cumprir as determinações do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado em 2010.
O primeiro eixo terá ações conjuntas entre estados, municípios e o governo federal e visa a eliminar os lixões de todas as cidades até agosto de 2014. O segundo irá estimular a reciclagem, e o Pró-Catador atuará para estruturar as cooperativas e tornar os catadores um elo importante para o alcance das metas do plano nacional.
O programa está na fase final de elaboração e, de acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os próximos passos são formatar os aspectos jurídicos e discutir o texto com a presidenta Dilma Rousseff.
Ao falar sobre um dos maiores desafios do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que é a eliminação dos lixões até 2014, a ministra lembrou que, a partir do plano, essa passou a ser uma responsabilidade compartilhada entre os entes federados.
“Esse esforço não é só do governo federal, é de competência também dos estados e municípios e dá a todos a responsabilidade de lidar com a questão do fim dos lixões, de incrementar a reciclagem, a logística reversa, de discutir as regiões do país que não têm aterros sanitários”, disse hoje (21) após participar da abertura do encontro Diálogos Sociais Rumo à Rio+20. A ministra observou também que muitas cidades ainda não têm a infraestrutura para implementar o patamar necessário de reciclagem no país.
Conforme o texto do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, após o dia 2 de agosto de 2014, o Brasil não poderá ter mais lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Os aterros vão receber apenas rejeitos, ou seja, aquilo que não é possível reciclar ou reutilizar. Os aterros são estruturas que contam com preparo no solo para evitar a contaminação de lençol freático, captam o chorume que resulta da degradação do lixo e contam com a queima do metano para gerar energia.

terça-feira, 20 de março de 2012

Sem sistema estruturado, grupo de 4 mil pessoas sustenta a reciclagem no Rio



Meta de secretaria é fechar todos os vazadouros de lixo a céu aberto até julho deste ano
 
Catadores de material reciclável chegam de caminhão ao aterro de Jardim Gramacho: informalidade movimentava R$ 24 milhões por ano, até 2011, diz a Comlurb
Foto: Pedro Kirilos / O GloboRIO - O catador é hoje o principal agente do precário sistema de reciclagem no Rio. Se, no Brasil, o peso dessa mão de obra informal é imenso na cadeia do reaproveitamento dos resíduos, em países europeus este ator passou a ter um papel secundário. Em países como Alemanha e Portugal, a coleta do material reciclável é feita ou por funcionários dos municípios ou por empresas financiadas pelas indústrias. Ou seja, os catadores, tema do terceiro dia da série "Desleixo insustentável", transformaram-se em empregados de usinas recicladoras ou empresários.


Um dos últimos países europeus a implementar um sistema de coleta seletiva eficiente, Portugal viu, nos últimos 20 anos, a figura do catador minguar das ruas. Dulce Pássaro, ex-ministra portuguesa do Ambiente, detalha o rito de passagem do catador:
— Nos anos 90, havia nas grandes cidades famílias coletando material nas lixeiras urbanas. Após a legislação da Comunidade Europeia, em 1994, estas pessoas foram requalificadas e passaram a trabalhar nas empresas do setor. Foi uma transição demorada, mas fundamental para a implementação de uma indústria de reciclagem ambientalmente adequada.
No Rio, a transição começou há menos de um ano, com a decisão de encerrar todos os lixões. A meta da Secretaria estadual do Ambiente é fechar todos os vazadouros de lixo a céu aberto até julho deste ano. A inclusão de quatro mil catadores da Região Metropolitana num modelo eficiente é o desafio que se impõe às empresas e ao poder público. Hoje, segundo a Comlurb, da parcela de 3% de reciclagem diária do lixo carioca, catadores — cooperativados ou não — respondem pela maior parte (2,73%).

Dados do Eurostat mostram que a média de reciclagem de embalagens de papel, plástico, alumínio, vidro, madeira e metal chegou a 60% na Europa
Foto: Paco Colomer 
Fim de lixões faz surgir um drama
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/2010) — que visa a mudar esse quadro — determina "a integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos". Na avaliação do promotor Sávio Bittencourt, presidente da Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), esta inclusão deve priorizar, antes de tudo, a eficiência ambiental:
— Catador não precisa morrer catador. Pode virar empresário num novo sistema, como na Europa. Usar cooperativa de catadores como unidade de gestão preferencial para reciclagem me preocupa quanto à eficácia. Resolver, ao mesmo tempo, um problema ambiental e outro social nem sempre dá certo.
No Rio, porém, as questões sociais estão longe de serem solucionadas. A força da lei 12.305 gera um colapso no lado mais frágil da reciclagem. O bairro Fazenda dos Mineiros, em São Gonçalo, vive momentos de tensão social. Pelo menos 300 famílias, que há décadas obtinham seu sustento no lixão de Itaoca, estão sem renda com o fim do vazadouro, após a inauguração do aterro sanitário do Anaia Pequeno.
Em Jardim Gramacho, Duque de Caxias, o sentimento de apreensão é o mesmo entre 1.200 catadores — ali a separação manual do lixo movimentou, até o ano passado R$ 24 milhões anuais, segundo a Comlurb.
A lei está sendo ignorada pelas prefeituras, diz o Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis.
— Em São Gonçalo ocorre o mesmo que em Magé: lá, em 2009, o lixão fechou, e os catadores ficaram sem alternativa — protesta Custódio da Silva, um dos líderes do movimento.
O próprio coordenador do programa Recicla Rio, da Secretaria estadual do Ambiente, Jorge Pinheiro, admite que "o catador está arriscado de ser alijado do processo":
— O desafio é fazer com que eles consigam participar do novo sistema de gestão. No caso de Gramacho, há perspectiva de solução, com um fundo de amparo ao catador.
Enquanto os recursos não vêm, sobram histórias de um segmento sem chão. Moradora da Favela Beira-Mar, em Caxias, Angélica Sabino, de 42 anos, é catadora de Gramacho há 20 anos e diz não saber o que fazer com o fim do lixão, programado para julho.
— Entrei aqui para bancar o tratamento da minha filha, que tinha sopro no coração. Como quem depende do SUS morre na fila, decidi pagar um plano de saúde. Aqui no lixão comecei a ganhar mais do que como auxiliar de serviços gerais e faxineira — diz.
Na Fazenda dos Mineiros, bairro dominado pelo tráfico, casebres com tábuas colhidas no lixo abrigaram, durante 40 anos, a força motriz da reciclagem local. A engrenagem parou em fevereiro, quando o lixão foi fechado.
— É duro ser tratado como lixo depois de anos catando matéria-prima — diz Jandira Albino, de 57 anos. — No lixão, achávamos frango congelado, uma carninha para a família...
Muitos ex-catadores de Itaoca reclamam que foram excluídos do cadastro da Haztec (empresa que administra o novo aterro) e que não conseguem sacar a ajuda de custo mensal de R$ 200. A Haztec informou, no entanto, que foram beneficiados 248 ex-trabalhadores que apresentaram CPF e identidade. Os catadores dizem ainda que a prefeitura de São Gonçalo não está dando a verba complementar de R$ 100. O município afirma que não prometeu verba, mas sim cestas básicas.
Longe dos antigos vazadouros, os catadores, que diariamente recolhem o lixo reciclável no Centro, mostram outros lados das agruras da profissão. O único "veículo de tração animal" que cruza diariamente as avenidas Presidente Vargas e Rio Branco é o burro sem rabo. Homens e mulheres ganham cerca de R$ 35 por noite revirando os restos da área central da cidade. Correm contra o tempo, entre o fim do horário comercial e a coleta da Comlurb, em busca de garrafas PET, papelão, papel branco, latinhas, ferro e cobre.
— É massacrante —- define Beto Nascimento, que há seis anos recolhe em torno de 180 quilos de papelão a cada noite de trabalho.
 
 
O Globo - RIO -  20/03/12